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O Vilão e a Mocinha


Ele era um daqueles galanteadores baratos, sabe? Que você passa e vê que não quer um relacionamento sério, aliás, que não quer nem um relacionamento. Ele era daqueles que não gruda em uma garota. Daqueles que dá até medo de se apaixonar, dá repulsa. Mas ele falava com um jeitinho de malandro, ele sorria com uma cara de quem está prestes a fazer algo errado. Tinha auto-confiança, e acreditava em si mesmo mais que ninguém. Ele passava na frente dela de um jeito que pulsava o coração. Ele fazia ciúmes... ela tentava ignorar. Ele era amado por todas... e ela tentava odiar. Mas ele a deixava fraca, ela não conseguia reverter, recusar, negar ou se afastar. Se ele usava os seus joguinhos ou a lábia com ela? Não se sabia [...] Mas que ela caiu, caiu sim, levou um tombo daqueles se for pra especificar melhor. Só que diferente de como foi com as outras garotas, quando ela cambaleou, ele segurou firme e não mais soltou. Se era amor? Não se sabia. Mas era o início da história do vilão e da mocinha.

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