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Coragem


Ela havia ido pra escola, disposta a falar tudo o qê tinha contido até ali. Aquilo estava preso a tanto tempo &, de uma forma ou de outra, precisava sair. Ela esperou ansiosamente qê ele chegasse. Ele sempre chegava tarde, sabe. Assim qê ela o viu, ela sentiu uma vontade enorme de correr até ele & falar tudo o qê tinha pra dizer, mas achou melhor esperar a hora certa. Ao decorrer do diia, em algum momento, estavam todos conversando, & ela tentou entrar na conversa. Falou alguma coisa com ele, coisa boba, mas ele simplesmente a ignorou. (...) Ela o olhou nos olhos, exatamente naqueles olhoscalavam todas as suas palavras, mas sabiia qê aquela era a hora de falar. Não tinha mais medo. Então ela disse que precisava conversar com ele & ele respondeu qê não queria mais conversar. Ela disse qê não precisava qê ele quisesse nada, ela iria falar da mesma forma. Ele naum achava qê ela o pudesse obrigar a escutar, então virou-se para sair. E ela disse qê se ele saísse, ela gritaria. Ele odiava os escândalos qê ela fazia, & depois dessa, ele não queriia mesmo escutar qualquer coiisa qê ela tivesse a dizer. Então ele deu o primeiro passo, o segundo, o terceiro... E ela o ficou olhando ir embora. Assim qê ele saiu do alcance dos olhos dela, ela gritou: EU TE AMO & NÃO IMPORTA QÊ VCÊ ME ODEIE AGORA. EU AINDA VOU AMAR VCÊ. Ele nunca tinha escutado ela dizer o qê sentia. Na verdade, ele nem sabiia se ela o amava mesmo. Ela era um desses tipos de garota difícil, qê não dá bola pra ninguém & não se abre pra ninguém. Então, ele achou qê ela realmente estava falando a verdade, ou naum deixaria qê os outros acreditassem em uma mentira. Ele ficou paralisado por uns 10 segundos. Tentando processar tudo aquilo qê agora estava claro pra ele. E ela, lá dentro, achou qê ele tinha ido embora, qê não tinha se importado com o qê acabara de ouvir. Qndo ele apareceu na porta & veio andando em sua direção. Ela ficou nervosa, a mão estava gelada & o coração pulsava muito forte. Ela naum tinha pensado no qê aconteceria depois qê ela expressasse os seus sentimentos. Então, ela só o olhava fixamente, enquanto ele chegava mais perto. Ele parou em sua frente, olhou em seus olhos, aqueles olhos qê transpareciam agora tanta sinceridade. E disse: Vcê realmente me ama!? Uma lágrima correu aos olhos dela & ela simplesmente fez sinal de sim com a cabeça. Ela achava qê devia dizer alguma coisa, mas o choro estava a impedindo de dizer qualquer coisa. Então ele simplesmente estendeu a mão para ela. E ela, sem saber de nada, segurou aquela mão qê agora estava ali, esperando por ela. Pela primeira vez, eles estavam ali, abertos, puros de coração. Sinceros. Eles se olhavam qndo ele disse a ela: Eu sabia qê meu coração tinha feito a escolha certa! Então, ele a puxou & lhe deu um beijo. E aquele beijo era o primeiro de muitos, mas o qê eles jamais esqueceriam.

E se eu tivesse tido coragem!? Será qê teria dado certo!?

Pequenos Contos (2)

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