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Arco-íris


No final do arco-íris não havia nada, não era possível caminhar nas nuvens e o unicórnio era apenas um cavalo cansado de tantos julgamentos. O romance que aprendeu na televisão não acontecia e os dias de frio e chuva eram tristes, não pareciam chiques como nos filmes, nem retratavam reflexões, eram dias somente de solidão, nem a saudade cabia. A caminhada era com os pés cravados no chão, sentindo o cheiro legítimo das pessoas, um cheiro de trabalho e arrependimentos. Encontrou a felicidade no dia mais merda da tua vida, no meio de um beijo salgado e verdadeiro, nas mãos que acariciavam as tuas costas e na respiração ofegante de quem também procurava salvação. Conheceu naquele beijo os sonhos que ninguém havia lhe contado e entendeu que ser feliz pode ser fácil; basta ignorar potes de ouro e aceitar carinhos reais, de histórias nunca contadas, pois a felicidade é um sonho que a gente realiza antes de saber que ele existia.

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