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Cabelo


Sempre achei o movimento de aceitar quem vcê é, a coisa mais linda do mundo. Eu adorava gritar pro mundo qê meu cabelo era cacheado & eu não tinha nenhuma vontade de alisá-los. Com o tempo, meu cabelo, qê já foi liso um diia, decidiu qê agora ele não queria mais ter cachos & a, cada diia, eu via aqueles formatos ondulados indo embora. Achei qê era o corte, a tintura, a forma de finalizar &, por mtas vezes, forçava meu cabelo a ter curvas qê ele não tinha mais. Eu fazia cachos, usava cremes consistentes, usava difusor & fazia mais camadas do qê meu cabelo ralinho conseguia ter. E no final, dificilmente tinha um cabelo bem cacheado & volumoso & não sabia uma fórmula pra fazê-lo ficar assim. Daí, eu comecei a perceber qê eu também não tava me aceitando, nem lisa, nem cacheada. E do mesmo jeito qê eu criticava tando as escovas, capinhas & alisamentos, eu tava gastando quase o mesmo tempo pra fazer um cabelo cacheado qê não me pertencia mais. Foi difícil pra miim fazer essa transição, & não cabe ao mundo julgar o qê fica melhor. Meu cabelo hoje não é liso, nem cacheado, é levemente ondulado. E eu faço escova!? Faço siim. Hoje eu faço o qê eu tanto criticava, mas qê percebi qê para praticidade & para cabelos não tão lisos e finos, essa é a melhor solução qê encontrei. E com tudo isso, eu aprendi a me amar de todas as formas, lisa, cacheada, loira, morena... Enfim, hoje gosto de miim assim, amanhã posso gostar de outro jeito. Não preciso seguir uma regra, não preciso ser uma só. Só preciso ser eu. E pra uma pessoa 8 ou 80, era bem provável qê um diia eu fosse mudar meu pensamento radicalmente.

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