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Quase Nada


Mata essa minha curiosidade e responde baixinho:
você não tem saudade não?
Jogada no sofá, na pilha de livros
ou no meio de uma oração,
eu apareço em algum momento ou é muita pretensão,
achar que daquele amor jovem
sobrou qualquer loucura a ser guardada?
De você eu garanto que não sobrou quase nada,
um pouco de cheiro nas minhas camisas
e talvez um filme na madrugada.
Sério, não sobrou nada.
Só numa manhã dessas que eu queria um colo de alguém,
e quando liguei pra qualquer alguém
percebi que tinha que ser o seu,
e desliguei na mesma hora dizendo que era engano.
Era engano.
Lembro da série que você gostava
da minha amiga que você odiava
e até hoje eu encontro seus prendedores de cabelo pela casa.
Tem também essa minha curiosidade,
três músicas sobre nós dois
e uma saudade danada.
Tá vendo, quase nada.

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