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Mão


Quando abro a mão, um pássaro pousa e o coração voa. Tem sido assim, as mãos abrigando tudo que pede repouso. Elas ainda têm o formato do carinho que caminhava em teu rosto e o encaixe para os seus dedos, entre eles, os pássaros dormem. As mãos sabem por quais ruas nós andamos, mas evitam contar-me, em troca as entreguei ao vento, permitindo que busquem um amor que, confesso, deixei de acreditar. O coração voou, desistiu, agora sou guiado apenas pelas minhas mãos, que fingem não sentir falta de ti, e sonham com dedos que se encaixem, enquanto os pássaros dormem.

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