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Desculpa


Desculpa, eu não sei quais livros você está lendo, muito menos o que os teus amigos disseram, mas a verdade é essa: tem saudade que não passa nunca. É isso mesmo, nunca, simplesmente não passa. Não quero te fazer bem com um bocado de mentiras, é isso, não passa. Agora, é com você, se vai guardar a saudade nos sonhos, no bolso ou no coração, não importa. Sei que é possível deixá-la mais leve, é como uma dieta de sorrisos, em que a base são encontros com amigos e músicas para dançar; filmes, carinhos novos, carinhos não tão novos e longas conversas ao telefone. Ela não morre, mas funciona. No fim ela vira uma peteca, um peso com penas, que hora ou outra tiramos da bolsa pra brincar.

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