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A minha poesia Ă© tua, meu amor. Eu sei que tudo isto parece blefe e que poderia ser tudo uma grande mentira este emaranhado de palavras sem nexo, mas Ă© que se possuo uma certeza, esta certeza, Ă© vocĂȘ, meu amor. Perguntam-me constantemente sobre nĂłs e eu sĂł sei dizer no passado. Mesmo o meu "eu" mais otimista nĂŁo consegue poetizar uma solução para o nosso presente-futuro. Entro em colapso toda vez que penso no amanhĂŁ, sabendo que no ontem era de mim que vocĂȘ lembrava em seus sonhos mais fĂșnebres. Eu era aquele que um dia vocĂȘ tinha medo de perder. VocĂȘ nĂŁo fazia questĂŁo de eu ser este problema ambulante ou que minhas lembranças atormentavam-me. VocĂȘ sabia que era a minha Ășnica solução. Sempre fui um problema sem face. Sempre fui um ser sem uma identidade, mas era porque estava esperando alguĂ©m desenhar cada fresta de meu sofrido rosto. VocĂȘ, desenhou cada linha de minha personalidade e emoldurou meu coração em ti. Toda vez que falei de amor era pra acrescentar mais força naquelas palavras jogadas ao papel da tua memĂłria. Toda rasura que saĂ de meus dedos Ă© pra enfeitar o teu cĂ©u estrelado. Tudo que existe neste opaco ser Ă© pra preencher quaisquer brecha de inexistĂȘncia presente em ti. A minha escrita serve para te preencher e delimitar a perfeição em somente uma poesia: teu sorriso.
- Augusto Soares
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