31 ~ Manu Gavassi

~ 20:00 ❞


Sinto que observo o mundo sempre de fora
E que eu nasci no tempo errado, tô presa no agora
Nesses corpos magros e sem alma da minha geração
Que com glamour vivem sua liberdade parecida com uma prisão

Okay, eu comecei pesando o clima, prometo ser mais controlada
E só cantar o que não causa dor, rebeldia calculada
Eu andava meio desligada, finalmente acordei
E sei que sigo no caminho certo, porque o errado incomodei

Não tenho mais vinte e dois, nem vinte e três
Acho que os trinta me fizeram viva, me caíram bem

Nada como o tempo
Nada como o tempo
Nada como o tempo
Tudo como tem que ser

Sinto que observo o mundo sempre de fora
E que eu nasci pra desconforto, o improvável me adora
Pra que escolher o mais fácil se eu tô aqui pra transcender e não à venda?
Eu poderia ter virado moda, mas prefiro virar lenda

Não tenho mais vinte e dois, nem vinte e três (ah)
Acho que os trinta me fizeram viva, me caíram bem

E o sol pode me aquecer
Mas me emociono com a lua
E danço na escuridão
Da minha própria loucura
E não tenho medo

Nada como o tempo
Nada como o tempo, uh
Nada como o tempo
Tudo como tem que ser

Já acreditei em todo mundo, não importa o que falassem
E matei todas as minhas versões antes que elas me matassem
Já quis estar com todo mundo, hoje quero estar com os meus
E, pro orgulho de quem me criou, meu coração me protegeu

Vi a cultura do nosso país ser brutalmente machucada
Sensibilidade e inteligência transformadas em piada
Se a ignorância é uma bênção, eu prefiro a maldição
Minhas ancestrais morreram na fogueira, vou morrer nessa canção

Porque o sol pode me aquecer
Mas me emociono com a lua
E danço na escuridão
Da minha própria loucura
E não tenho medo

É tão fácil viciar em querer entender
E é tão indescritivelmente mágico viver

Nada como o tempo
Nada como o tempo, uh
Nada como o tempo
Tudo como tem que ser

31 ~ Manu Gavassi

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