Nada

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Eu te juro, de todas as coisas do planeta inteiro, eu só queria que a gente desse certo. Não era um celular novo, muito embora eu sempre fizesse questão de reclamar para você sobre como o meu estava destruído e também não era a droga de um carro - a gente sempre comentou sobre o que queríamos ganhar quando completássemos 18 anos no próximo semestre e minha resposta sempre foi incisiva: um carro. A porra de um carro. Mas não era nada disso. Eu só queria que a gente fosse pra frente. Só isso. E você fodeu com tudo, seu canalha. Você acabou com tudo e agora eu me sinto a garota mais patética do mundo por ter acreditado na gente. Mas não é isso que a gente faz quando ama alguma coisa? Acredita, não é? E eu acreditei em você como se você fosse a coisa mais sagrada do mundo inteiro enquanto você não passava de um cretino. Um idiota, um mentiroso. Você nunca passou disso. Eu que vi qualidades demais em você quando elas não existiam. Eu inventei todas elas porque cara, eu amava você. Eu amava amar você e me apavorava o fato de que talvez as minhas amigas pudessem estar certas - de que você era um imbecil cheio de defeitos. E veja só, elas tinham razão. Você não gostava de mim, nunca gostou, você só curtia o fato de que me tinha na palma das suas mãos. E eu, por Deus, quis muito que a gente desse certo. Eu lutei muito por isso enquanto você só se importava com a droga dos seus músculos. E você errou, errou feio em não dar a mínima pra gente, porque agora, olhando pra trás, eu vejo que eu sou muito enquanto você é nada. Um idiota que não agrega em nada. Que não vale nada. Que não significa nada. Você preferiu o nada.

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